Se há vacinas que duram numa pessoa por toda a vida, por que devo vacinar meu animal de estimação anualmente?
Atualmente e de forma unânime na Europa e nos EUA as vacinas são licenciadas com base na duração mínima esperada. Nos humanos, por razões óbvias, foram realizados testes extensíssimos ao longo de décadas até se chegar aos timings de revacinação específico e ideal para cada tipo de doença protegida com as vacinas atualmente administradas em pessoas.
Essa investigação é cara, leva muito tempo e portanto torna-se evidente que a investigação nos pets está ainda atrasada comparativamente aos humanos e pode concluir-se que os protocolos vacinais não estarão absolutamente investigados e concluídos e que nos anos vindouros algumas coisas poderão mudar.
Também é importante perceber que algumas doenças podem ser evitadas por meio da vacinação, enquanto outras não. Para que uma vacina gere imunidade sólida e duradoura, a infecção deve ser razoavelmente generalizada para todo o corpo (por exemplo a parvovirose canina). A vacinação para infecções localizadas (como por exemplo a tosse do canil) tende a exigir reforços mais frequentes, enquanto há potencial para a vacinação contra doenças sistémicas durar alguns anos.
Se uma vacina for licenciada para uso anual, isso significa que ela foi testada e considerada protetora para pelo menos 80% dos animais vacinados um ano após a vacinação. Algumas vacinas são licenciadas para uso a cada três anos e foram testadas de forma semelhante.
Portanto, cada caso é um caso e cada doença deve ser encarada como um potencial risco que varia consoante a idade e até a localização geográfica do seu pet. O seu médico veterinário será a melhor pessoa para indicar e aconselhar qual o melhor método para manter o seu cão ou gato protegido!
Que vacinas o meu animal de estimação deve fazer?
Quais as vacinas recomendadas para um animal de estimação individual depende de muitos fatores: que tipo de exposição à doença o animal tem, quais doenças são comuns na área, que tipo de fatores de stress estão presentes, que idade tem, que tipo de acesso tem ao exterior, se vive só ou acompanhado, etc.
O melhor conselho é seguir as recomendações do seu médico veterinário.
Com que idade deverá ocorrer a primeira vacinação?
A primeira vacina poderá ocorrer nos cães a partir das 4 semanas mas geralmente esta acontece a partir das 6 semanas e nos gatos entre as 8 e as 9 semanas de idade.
As seguintes vacinas deverão ser dadas com intervalos entre 2 a 4 semanas entre si e terminar apenas por volta das 16 semanas, ou seja, aos 4 meses de idade.
Porquê que os animais de estimação vacinados ainda ficam doentes?
Existem várias razões pelas quais um animal de estimação pode adoecer com uma doença contra a qual está vacinado. Tal como acontece com os humanos, nem todos os animais são capazes de responder à vacinação da mesma forma devido a problemas imunológicos individuais inerentes. Por outro lado, algumas vacinas não se destinam a prevenir a infecção, visam sim atenuar os sintomas da doença caso ocorra infecção, como acontece com as infecções respiratórias superiores felinas.
Na maioria dos casos, o animal adoeceu devido a uma vacinação incompleta. Essa situação geralmente envolve um filhote que não terminou o seu protocolo vacinal ou foi exposto a uma infecção antes que o mesmo pudesse ser concluído.
As vacinas podem deixar o meu animal de estimação doente?
Algumas dores musculares, letargia e febre leve que persistem por um ou dois dias podem ser consideradas reações normais e relativamente comuns após a vacinação. Ocasionalmente, um inchaço firme se desenvolve temporariamente no local da vacina. Reações à vacina mais marcadas que isto são incomuns, mas possíveis. Reações alérgicas caracterizadas geralmente por inchaço facial e urticária são um forte sinal de que cuidados especiais devem ser tomados na administração das vacinas. O vômito pode ser um sinal de choque iminente e deve ser levado a sério após a vacinação. Como as reações alérgicas podem piorar a cada episódio, é importante prestar atenção a esses sinais e o seu médico veterinário habitual será a melhor pessoa para o aconselhar caso alguma destas situações ocorra.