Para muitos tutores, deixar o seu animal aos cuidados de uma pessoa desconhecida é uma fonte legítima de ansiedade. O receio de maus-tratos, negligência ou simplesmente falta de atenção é real — e justificado. Num sector onde ainda não existe regulação uniforme, a responsabilidade de avaliar um prestador de serviços recai sobretudo sobre o tutor.
Este artigo apresenta uma checklist objetiva e prática, baseado em boas práticas do sector, que qualquer tutor pode usar para garantir que o seu cão ou gato está em mãos seguras. A GOGOPETS integra estes princípios porque acreditamos que confiança só se constrói com transparência e critérios sólidos.
Verifique a experiência específica com a espécie e o temperamento do seu animal
Não basta que o prestador “goste de animais”. Cuidar de um bulldog idoso, um gato tímido ou um cão jovem cheio de energia exige competências muito diferentes.
Pergunte sempre:
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Que experiência tem com animais do mesmo porte/especie?
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Já cuidou de animais com ansiedade, medo, alergias ou necessidades especiais?
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Sabe interpretar sinais de stress?
Sinal de alerta: prestadores que respondem “eu dou-me bem com todos os animais”.
Profissionais responsáveis reconhecem limites e explicam claramente em que situações se sentem mais seguros.
Exija transparência sobre o ambiente onde o animal ficará
Quando o animal é deixado numa casa, hotel ou espaço comercial, deve conhecer o local previamente.
Avalie:
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limpeza geral,
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existência de objetos perigosos,
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rotas de fuga possíveis,
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ventilação e temperatura,
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zonas separadas para descanso.
Para dog walkers ou petsitters em casa do tutor, pergunte como garantem segurança durante passeios e transporte.
Sinal de alerta: prestadores que recusam mostrar o local ou que apenas enviam fotos desfocadas.
Analise o plano de emergência — mesmo que nunca tenha sido necessário
Profissionais sérios têm procedimentos claros para situações inesperadas:
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fuga,
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agressão entre animais,
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ingestão de um objeto,
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ferimentos,
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convulsões,
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mal-estar súbito.
Pergunte:
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“O que faz se o meu animal começar a passar mal?”
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“Tem contacto direto com um veterinário?”
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“Sabe aplicar primeiros socorros básicos?”
A resposta deve ser objetiva e prática, não improvisada.
Peça comunicação contínua durante o serviço
A maior parte dos tutores sente segurança quando recebe:
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atualizações diárias,
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fotos,
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vídeos curtos,
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relatórios de passeios e alimentação.
Isto não deve ser um pedido especial — deve fazer parte do serviço.
Profissionais responsáveis comunicam proativamente, não apenas quando o tutor insiste.
Sinal de alerta: prestadores que dizem “eu aviso se houver algum problema”.
O tutor não quer saber apenas dos problemas — quer saber que o animal está bem.
Conheça as políticas de limites: número máximo de animais, tempo de passeio e regras de convivência
Alguns dos maiores riscos vêm da sobrecarga de trabalho.
Pergunte:
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Quantos animais aceita ao mesmo tempo?
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Faz passeios agrupados? Quantos cães por passeio?
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Quanto tempo real dedica a cada animal?
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Deixa os animais sozinhos em algum período?
Menos é mais.
Prestadores que assumem mais do que conseguem cuidar aumentam o risco de acidentes. Por outro lado conte pagar um valor superior quando o número é mais limitado, ganhando em qualidade do serviço.
Avalie a postura do prestador perante o animal — sinais não verbais contam muito
Observe a primeira interação:
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aproxima-se devagar?
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usa reforço positivo?
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ignora sinais de desconforto?
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tenta forçar contacto físico?
Um bom profissional adapta-se ao animal, não o contrário.
Exija total clareza sobre transporte, alimentação e rotinas do animal
Transporte é uma das áreas onde ocorrem mais acidentes — e onde existe menos atenção por parte dos tutores.
Pergunte:
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como o animal é transportado (caixa, cinto, arnês)?
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o carro tem ventilação adequada?
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o animal viaja sozinho ou com outros?
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como garantem segurança em travagens?”
Na alimentação:
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segue exatamente o que o tutor define?
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há horário fixo?
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podem administrar medicação se necessário?
Quanto mais estruturado, mais seguro.
Peça referências e procure padrões nas avaliações
As reviews não servem apenas para saber se o profissional é bom — servem para identificar padrões de comportamento.
Comentários repetidos como:
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“muito carinhoso”,
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“súper atento”,
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“comunica sempre”,
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“espaço limpo”,
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“cumpre horários”
São sinais fortes de consistência.
Da mesma forma, críticas repetidas indicam riscos reais, mesmo que a nota média seja alta.
Leia o contrato ou termos de serviço — mesmo que pareça óbvio
Um serviço de confiança deve especificar:
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responsabilidades do tutor e do prestador,
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o que está incluído,
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o que acontece em caso de acidente,
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política de reembolsos,
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regras de cancelamento,
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termos de proteção e bem-estar.
Se não houver contrato ou termos claros, prossiga com cautela.
⭐Conclusão: a segurança não é um luxo — é um direito do animal
Evitar maus-tratos e negligência não é apenas um desejo dos tutores.
É uma necessidade fundamental para qualquer relação de confiança entre pessoa, profissional e animal.
Com este checklist, qualquer tutor pode avaliar objetivamente se está a deixar o seu cão ou gato em mãos responsáveis.
A GOGOPETS existe precisamente para reduzir esta incerteza, garantindo:
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perfis verificados,
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reviews reais,
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transparência total,
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comunicação clara,
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critérios de qualidade consistentes.
Segurança não é negociável — e queremos que cada tutor a sinta desde o momento em que procura um serviço até ao momento em que vai buscar o seu companheiro.